Em um bar, cheirando a longas doses de velho barreiro conheci o amor da minha vida. Pode parecer irônico, mas aquele lugar está sendo o marco de amor até hoje. Tudo começou por um ensaio em uma garagem. Não podia ficar sem olhar pra ele, o sorriso era natural e encantador que além de fazer meus batimentos multiplicarem, ele me prendia. No momento senti que ele teria que ser meu, que teria que fazer parte da minha vida e de lá nunca mais sair.
Na noite, ele e os amigos me convidaram para ir a um bar, tomar doses e doses de trago, e cair na sarjeta gritando por socorro mamãe. Mas não foi bem assim...
Estávamos jogando sinuca, levemente “fumados” e “alcoolizados”, tentando saber certo onde estava a maldita bola branca. Não agüentava mais, a sinuca tinha virado o tédio em pessoa, e as jogadas apenas um pretexto pra chegar cada vez mais perto dele. No momento que o encostei, meu sangue simplesmente congelou, estava arrepiada e sentia frio sem saber o que fazer. Na verdade, eu sabia o que fazer, só não queria ser precipitada demais, porque talvez ele não gostasse de mim. Direta e com a maior cara de pau tive que beijá-lo, e naquele momento o mundo girava mais rápido e dessa vez, eu podia sentir.
Era apenas 3 horas da madrugada, quando decidimos ir atrás do bar. Estávamos a sós, se afogando no profundo perfume de nossos corpos, sem falar nenhuma palavra, apenas sentindo cada momento. Imediato e ofegante ele me pede em namoro. Ok confesso que quase morri!! Imagine a melhor sensação do mundo? Se não consegue imaginar, desculpe, mas também não consigo explicar. Só sabia que daquele dia em diante minha vida havia virado do avesso, e que era ele que eu queria para tudo. Esqueci família, escola, amigos, livros... Tudo era ele, apenas ele e nada mais.
Dias se passaram, e o sentimento pra mim começou a aumentar. O ciúmes veio e não deixava. Não é à toa, ele é baterista, lindo, simpático, encanta todas as meninas. E eu sabia que teria que agüentar isso. Depoimentos melosos, conversas de MSN, elas provocavam, e eu sempre sofria por isso. Abusadas demais, e fingidas demais, pareciam para ele apenas amigas, mas pra mim elas sempre tinham uma segunda intenção.
Passaram cinco meses e estamos ai firmes e fortes, para o que der e vier. Claro, ainda tem as menininhas que mandam depoimentos, e a dor e ciúmes ainda batem dentro de mim. Mas o meu amor por ele é bem mais que de namorados, é aquele amor que nossos pais sentiram e que eles mantêm até hoje. È aquele que nunca vai acabar.
O ciúme e a chatice é apenas uma forma de você falar indiretamente, que quer seu amor apenas pra você, que quer ter ele do seu lado e de lá ele nunca mais sair.
Isso é apenas uma prova, de que algo irônico (bar e tragos), poderia ter se tornado a maior história de sentimento verdadeiro de uma vida.
E uma dica, nunca se sinta idiota por pensar: Será que existe a minha metade da laranja? Ou a alma gêmea? A resposta para isso está dentro de você, e quem sabe você encontre sua metade da laranja em um bar, junto com a tequila substituindo o limão! xD
Dedico esta pequena homenagem a minha laranja da tequila, Mauricio Steffani, que além de me fazer feliz a cada dia mais e mais, se tornou deliciosamente viciante.
Quero-te pra toda a vida meu garoto!

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